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Victoria Aveyard: “A fantasia é e sempre será um dos pilares da literatura”

Rodrigo Casarin

10/08/2018 11h09

Victoria Aveyard.

Victoria Aveyard tinha 21 anos quando começou a escrever "A Rainha Vermelha" (Seguinte), saga que acompanha a trajetória de Mare Barrow, que, vinda de uma família humilde, luta para sobreviver e escapar da miséria; ventos diferentes começam a soprar quando ela consegue um emprego no palácio real, habitado por gente de sangue prateado, onde descobre carregar consigo um poderoso poder.

Agora, aos 28, Victoria encerra com o "Tempestade de Guerra" a série que conquistou fãs em diversos países. Fazendo um balanço da vida e da carreira ao longo desses sete anos, a escritora nascida em uma pequena cidade de Massachusetts, próxima à costa oeste dos Estados Unidos, diz estar muito mais consciente do seu "próprio tempo", de suas "limitações" e do que espera para a própria carreira: se dedicar a dar ao seu "público algo que eles curtam".

A autora é uma das principais estrelas da Bienal Internacional do Livro de São Paulo deste ano, onde conversará com os leitores neste sábado. Seu sucesso mundo afora se repete no Brasil, onde já vendeu mais de 400 mil exemplares. Com os direitos cinematográficos negociados com a Universal, "A Rainha Vermelha" virará filme pelas mãos da atriz e diretora Elizabeth Banks.

Principalmente sobre a saga que agora se encerra e o momento que está vivendo que Victoria falou em entrevista ao blog. "Estou tanto orgulhosa quanto nervosa. É claro que estou muito feliz por ter concluído minha série e há um grande sentimento de realização. Também espero que os leitores aproveitem essa última parte e fiquem satisfeitos com o final da história. Tem sido um privilégio receber muito amor e incentivo ao escrever esses livros".

Ao falar sobre a saga, Victoria também deu sua opinião a respeito do sucesso que histórias distópicas e fantásticas vêm fazendo com os jovens. "A fantasia é e sempre será um dos pilares da literatura. O escapismo, bem como a capacidade de transmitir duras verdades sobre nosso próprio mundo, sempre seduzirá leitores e escritores. Quanto à distopia, enquanto alguns a encaram como uma resposta pessimista para o mundo de hoje, eu vejo como algo esperançoso. É sempre ótimo ler sobre jovens adultos lutando e derrotando o que parecia impossível de ser derrotado".

A respeito do futuro, Victoria se diz animada para iniciar um novo projeto que carrega consigo há algum tempo, mas não abre mais detalhes do que vem pela frente. "Será outra série de fantasia, mas não posso dizer muito mais do que isso. Espero que seja lançada nos próximos anos".

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Sobre o autor

Rodrigo Casarin é jornalista pós-graduado em Jornalismo Literário. Vive em São Paulo, em meio às estantes com as obras que já leu e às pilhas com os livros dos quais ainda não passou da página 5.

Sobre o blog

O blog Página Cinco fala de livros. Dos clássicos aos últimos sucessos comerciais, dos impressos aos e-books, das obras com letras miúdas, quase ilegíveis, aos balões das histórias em quadrinhos.