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Conheça cinco tesouros escondidos pelo Brasil (segundo suas lendas)

Rodrigo Casarin

13/09/2017 06h18

“Foi graças a seu mapa que eu vim parar aqui, Ian, porque o mapa também detalha um tesouro. Só que gastei todo o dinheiro que tinha procurando esse tesouro, e não achei em lugar nenhum… já estou aqui faz uns três anos. Na verdade, querem me expulsar: me pegaram cavando debaixo de umas pedras no centro histórico. E tem outra, disse o holandês, sentando de novo e falando em tom de confidência, girando a raquete. Todos os marinheiros aqui têm alguma ligação com o Comando. Em qualquer cais que você pense… No píer do Pontal, no rio Perequê, nos cais da Ilha das Cobras, nessas marinas… e, claro, na rodoviária… Eu não sou o único caçador de tesouros por aqui. Algum dia virão aqui e roubarão o meu mapa…”.

Buscas por tesouros faziam esta cabeça na infância e ler o trecho acima de “Escalpo”, romance lançado há pouco por Ronaldo Bressane pela Reformatório – e que comentei aqui – aguçou novamente minha imaginação. Resolvi pesquisar sobre lendas a respeito de tesouros perdidos pelo Brasil e descobri que talvez tenhamos algumas preciosidades ainda ocultas em nosso território, vejam só:

Túnel com fantasma: em Curitiba, no bairro Vista Alegre, um túnel levaria ao tesouro escondido por Zulmiro, nome que o pirata William Salmers, antigo oficial da marinha britânica, teria adotado após fixar residência na capital paranaense no final do século 19. Registros mostram que muita gente se empenhou na busca pelas preciosidades que, além de escondidas, seriam guardadas por um fantasma. Até o momento, nada foi encontrado, no entanto.

Preciosidades de jesuítas: em Laranja da Terra, município do Espírito Santo, fica a Pedra dos Cinco Pontões, uma bela formação rochosa que serviria de esconderijo para um tesouro guardado por padres jesuítas. Estes teriam ocultado seus bens preciosos após sofrerem ataques dos índios que tentavam catequizar. Cartas enviadas a autoridades portuguesas comprovam que realmente houve algo por ali, mas ninguém sabe exatamente do que se trata o tesouro.

Alvo do bigodinho bizarro: essa trama rocambolesca e pouco crível é defendida pela pesquisadora Simoni Renee Guerreiro Dias no livro “Hitler no Brasil”. O principal ícone do nazismo não morrera em 1945, mas teria fugido para a América do Sul e, depois de passar pela Argentina e Paraguai, fixado-se no Mato Grosso. O que foi fazer no ali? Buscar por um tesouro escondido, cujos passos para encontrar estariam em um mapa que ganhara do Vaticano.

Uma cidade inteira como tesouro: história das mais conhecidas, a Amazônia não esconderia um tesouro daqueles que brilham dentro de baús, mas uma cidade inteira que teria sido habitada por uma antiga civilização. Na década de 1920, o britânico Percy Fawcett se embrenhou pela floresta prometendo encontrar as ruínas, mas ele mesmo acabou tragado pela natureza. A história já virou livro e filme: “Z, A Cidade Perdida”.

Garrafa com ouro em pó: esta vem do século 18: em Pitangui, Minas Gerais, há quem acredite que há uma garrafa repleta de pó de ouro escondida em alguma ribanceira em um trecho da Estrada Real, rota por onde passava boa parte das riquezas do país. A garrafa abonada teria sido moqueada pelo garimpeiro João Antonio para evitar que bandoleiros roubassem aquela reserva financeira que deveria garantir o futuro de sua família.

E aí, alguém a fim de buscá-los?

Sobre o autor

Rodrigo Casarin é jornalista pós-graduado em Jornalismo Literário. Vive em São Paulo, em meio às estantes com as obras que já leu e às pilhas com os livros dos quais ainda não passou da página 5.

Sobre o blog

O blog Página Cinco fala de livros. Dos clássicos aos últimos sucessos comerciais, dos impressos aos e-books, das obras com letras miúdas, quase ilegíveis, aos balões das histórias em quadrinhos.

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