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Está sem tempo ou não sabe o que ler? Aplicativos te ajudam

Rodrigo Casarin

13/06/2017 09h33

“Estou sem tempo”. Essa é a principal desculpa utilizada por quem anda afastado dos livros. Como muitas vezes essas mesmas pessoas não desgrudam do celular, a startup StoryMax resolveu levar a literatura para aplicativos e transformou histórias de autores como Júlio Verne, Olavo Bilac e Antón Tchekhov em programas para diversas plataformas. As narrativas recebem ilustrações animadas, efeitos sonoros e recursos interativos, o que, apostam, ajudará a atrair novos leitores para o universo literário.

“A missão da StoryMax é criar experiências memoráveis de leitura a partir de suportes digitais, de modo a tornar a leitura mais atraente e mais envolvente para jovens leitores. Para atrair e envolver este leitor que não sai dos aparelhos mobile, o livro tem que tirar o melhor proveito desse suporte e proporcionar uma experiência que não reproduza a leitura convencional, mas sim que esteja de acordo com as expectativas do leitor. Por isso texto, imagem, animação, som e interatividade precisam contar a mesma história em camadas diferentes”, diz Samira Almeida, responsável pela startup. Apesar do caráter muitas vezes educacional, histórias como “Frritt-Flacc”, de Verne (as duas primeiras imagens deste post são dela), e “Ostras”, de Tchekhov, podem agradar a qualquer um.

Agora, para quem já é leitor assíduo, vale conhecer o Book4You, aplicativo que indica livros de acordo com o gosto de cada um. Privilegiando as histórias, o programa apresenta sinopses para os usuários, que precisam dizer se gostaram ou não do que leram. Em caso positivo, informações básicas sobre o livro, como o título, o autor, a capa, a editora e o preço dele em algumas livrarias são revelados; se não, a opção é excluída da lista de sugestões. Atualmente o aplicativo já conta com mais de 80 mil leitores cadastrados, que podem escolher suas leituras em meio a listas de temas específicos como “O que você sabe sobre política?”, “Não aguenta, bebe leite” – para livros com mais de 600 páginas -, “Best-sellers” e “Eu já li esse filme!” – com obras adaptadas para o cinema.

“Acreditamos no poder de uma boa história e não queremos que as pessoas descartem uma boa história só porque foi escrita por um autor desconhecido. Ter o primeiro contato com o livro a partir do conteúdo muda a forma como elas podem se interessar pela narrativa. Nas pesquisas iniciais que fizemos antes de lançar o aplicativo, constatamos que quando não se sabe quem é o autor da obra, o título e a capa, há um aumento no interesse pelo livro de 10% quando analisamos os best-sellers e de 34% nos livros de autores pouco conhecidos”, explica Cassio Bartolomei, um dos idealizadores do Book4You, sobre a opção de privilegiar os enredos.

“Pensei num projeto que fosse divertido, inovador e que fizesse com que o leitor não só lesse mais, mas que lesse mais autores, lesse livros que ele nem sabia que existiam e que não fossem apenas indicados pelas listas de mais vendidos, pelos jornais, pelos destaques das livrarias”, continua Cassio, que projeta para os próximos 18 meses levar o Book4You para mais três países e, com o tempo, se tornar o principal ponto de partida para que alguém escolha qual livro ler.

Tecnologia ajudando a promover o livro

Tanto para Cassio quanto para Samira, os aplicativos podem ajudar a atrair amantes para os livros em uma época na qual muitos se distanciam da literatura e gastam mais tempo justamente em frente ao computador ou em celulares. “Muita gente diz que não tem tempo de ler, mas fica grudada no telefone, no Whatsapp, joguinhos, Spotfy, Netflix e por aí vai. É uma competição desleal. Pensando também nisso, criamos uma plataforma lúdica, divertida, que pode ser uma opção de entretenimento e, de quebra, o usuário pode se interessar por algum livro – e comprar ou não. Ah, e para aqueles que não têm tempo de ler, sugerimos as listas ‘Para ler no metrô’, ‘Para ler da noite para o dia’ e ‘Para ler em dois dias’”, diz Cassio.

Já para Samira, um bom trabalho de edição hoje não foca apenas no texto ou na composição deste com as imagens, mas na maneira como a história será contada com diversas camadas, como som, animação e interatividade, às vezes até criando uma narrativa paralela. “Na StoryMax a tecnologia tem dois papéis importantes: tornar os livros atraentes, envolventes e bem-compostos em suas diversas linguagens (oral, audiovisual e interativa) e disponibilizar os livros em todo o mundo. Atualmente nós temos leitores em 43 países, como Brasil, Estados Unidos, muitos na Europa e América Latina, alguns na África e na Ásia, incluindo áreas de grande pobreza de recursos e de conflitos”, explica. “Isto é a realização do que sonhamos ao criar a startup”.

Sobre o autor

Rodrigo Casarin é jornalista pós-graduado em Jornalismo Literário. Vive em São Paulo, em meio às estantes com as obras que já leu e às pilhas com os livros dos quais ainda não passou da página 5.

Sobre o blog

O blog Página Cinco fala de livros. Dos clássicos aos últimos sucessos comerciais, dos impressos aos e-books, das obras com letras miúdas, quase ilegíveis, aos balões das histórias em quadrinhos.

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