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Livro para fãs é com ela: Christie Golden já escreveu mais de 50 obras de franquias como Warcraft e Star Wars

Rodrigo Casarin

11/04/2017 10h55

“Quando você está envolvido com um jogo, às vezes quer saber detalhes daquela história, aí que os livros entram. Quando a pessoa para de jogar mas quer permanecer naquele universo, pode pegar um livro e se aprofundar ainda mais nele. Há aventuras e desenvolvimento de certos personagens que simplesmente não são viáveis dentro de um game, mas sim em um livro”.

É esse um dos aspectos nos quais a norte-americana Christie Golden, 53 anos, apoia-se para escrever obras que ampliam o universo de diversas franquias de sucesso, seja criando novas histórias para colossos cinematográficos, como “Star Wars”, seja fazendo o mesmo com jogos de videogame que angariam fãs pelo mundo inteiro – de sua cabeça surgiram livros para “Assassin’s Creed” e “Warcraft”, por exemplo. Deste, aliás, já foram 10 títulos, incluindo o romance oficial do filme “Warcraft – O Primeiro Encontro de Dois Mundos” e a prequel de “Warcraft – Durotan”.

Será justamente para falar de seu trabalho que já a levou para a lista de best sellers do New York Times que Christie estará no Brasil ainda este mês. No dia 23 ela participará do Geek & Game Rio Festival, que acontece no Riocentro, no Rio de Janeiro, onde irá compor a mesa “O Universo Expandido de Warcraft” junto com Gustavo Nader, ator responsável pela direção de dublagem de jogos como “Diablo III” e “Starcraft II”.

Começo com “Dungeons & Dragons”

Publicada no Brasil pela Galera, Christie conta que começou a escrever livros baseados para franquias graças a uma mistura de acaso com sorte. No começo da década de 1990, quando procurava por alguma editora que se interessasse em publicar um romance autoral, foi chamada pela TSR, responsável pelo RPG “Dungeons & Dragons”, para uma conversa. Explicaram-lhe que estavam em busca de alguém para escrever os títulos da série “Ravenloft” e deram o norte do enredo para a autora, que se interessou pelo desafio. “Enviei um capítulo e um esboço do livro para eles, depois tive três meses para completar o romance”, recorda.

Não parou mais e com o tempo descobriu as diferenças entre olhar para um produto como admiradora e encará-lo como alguém que será responsável por ampliar aquele universo. “Como fã você começa a relaxar e apreciar o filme, o jogo… Como uma escritora, preciso realmente mergulhar nos detalhes, ser capaz de entrar no personagem, no que eles estão pensando e sentindo, para que os leitores percebam que eu os compreendi. Também é emocionante poder criar mundos ou personagens, especialmente com ‘Warcraft’. Nada é mais divertido do que se deparar com algo que você criou”.

Trabalho mais desafiador do que o autoral

Não que a produção de Christie seja exclusivamente de livros para franquias. Conforme era sua vontade inicial quando acabou sendo convidada para escrever sobre o universo expandido de “Dungeons & Dragons”, ela também tem livros autorais publicados. São seis títulos, todos inéditos no Brasil e um deles assinado com o pseudônimo Jadrien Bell, nos quais narra histórias que possuem uma boa dose de ação e elementos fantásticos.

Ao comparar a escrita de uma história independente e a produção de uma obra para alguma franquia, Christie afirma que a segunda possibilidade é muito mais desafiadora que a primeira, contudo. “Acredito que mundos compartilhados são muito mais difíceis de fazer bem. O livro precisa ter um enredo interessante, diálogos críveis, ação, um final satisfatório… Enfim, todos os elementos de um livro original”, diz ela. Ao mesmo tempo, recorda, é preciso que todos esses elementos sejam bem desenvolvidos dentro de um universo já delimitado por outros profissionais. “Ao contrário do que alguns pensam, não posso matar um personagem sempre que eu quiser”.

Sobre o autor

Rodrigo Casarin é jornalista pós-graduado em Jornalismo Literário. Vive em São Paulo, em meio às estantes com as obras que já leu e às pilhas com os livros dos quais ainda não passou da página 5.

Sobre o blog

O blog Página Cinco fala de livros. Dos clássicos aos últimos sucessos comerciais, dos impressos aos e-books, das obras com letras miúdas, quase ilegíveis, aos balões das histórias em quadrinhos.

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