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H. G. Wells, Charles Dickens, Jane Austen, Brecht e Marquês de Sade estão entre os clássicos que sairão em 2017 no Brasil

Rodrigo Casarin

13/01/2017 14h10

 

dickens

Charles Dickens.

Ícone da ficção científica e dos romances utópicos e distópicos, o inglês H. G. Wells é um dos principais destaques da relação dos clássicos que serão lançados ou ganharão nova edição em 2017 no Brasil. Aproveitando que a obra do autor entrou em domínio público, ao menos três editoras já anunciaram que trabalharão com seus textos: a Carambaia, que lançará uma caixa com os livros “A Guerra no Ar” e “O Dorminhoco”, ambos inéditos por aqui, a Zahar e a L&PM, que apostarão em edições de “O Homem Invisível”, suspense psicológico que ganhou vida originalmente em 1897.

E os clássicos lançados pelas três casas não ficarão apenas em Wells. A L&PM ainda terá dois volumes de Jane Austen: “Amor e Amizade & Outras Histórias” e “Lady Susan, os Watson e Sanditon”. A Carambaia, “Imodéstia, Capricho e Inclinações”, de Ronald Firbank, “O Testamento de um Excêntrico”, de Júlio Verne, e um volume ainda sem título definido de novelas não eróticas de Marquês de Sade. Já a lista da Zahar é mais ampla: “A Cura Pelo Espírito”, de Stefan Zweig, “Volta ao Mundo em 80 Dias”, de Júlio Verne, “Frankenstein”, de Mary Shelley, “Mary Poppins”, de Pamela Lyndon Travers, “Os Maias”, de Eça de Queirós, e “Vinte Anos Depois: Edição Comentada”, de Alexandre Dumas, continuação de “Os Três Mosqueteiros”.

A Amarilys apostará forte em Charles Dickens, de quem lançará “Tempos Difíceis”, “Oliver Twist” e “Nicholas Nickelby”, além de trazer ao Brasil “Por Dois Mil Anos”, título do romeno Mihail Sebastian. Já a 34 terá dois novos volumes de Fiódor Dostoiévski: “Contos Reunidos” e “Humilhados e Ofendidos”. A casa também publicará “Conversas de Refugiados”, de Bertolt Brecht, título bastante oportuno para o momento que o mundo vive.

A curitibana Arte & Letra, por sua vez, estreará a coleção “Alfaiate” com quatro volumes: um livro de ensaios, ainda sem título definido, de Virgínia Woolf, “Azul”, de Rubén Darío, “O Ladrão de Corpos seguido de O Diabrete da Garrafa”, de Robert Louis Stevenson, e um livro de contos também ainda sem título da russa Elena Guro. Com nome semelhante, também lançarão a mexicana Elena Garro (“As Lembras do Porvir”), além de “Dialogue”, de Robert Mackee.

Já pelo grupo Companhia das Letras, via Penguin, teremos “O Livro de Moriaty”, de Arthur Conan Doyle, “Otelo”, de William Shakespeare, “Confissões de Santo Agostinho”, de Santo Agostinho”, e “Educação Sentimental”, de Gustave Flaubert. Pela própria Companhia ainda sairão “A Árvore de Gernika”, de G. L. Steer, e “O Rei da Vela”, de Oswald de Andrade – aliás, por falar em clássico nacional, a José Olympio investirá em uma nova edição de “A Bagaceira”, de José Américo de Almeida.

Voltando aos autores gringos, a Penalux publicará o romance “Desolação”, de Edith Wharton, a Estação Liberdade apostará em “O Reflexo Perdido e Outros Contos”, de E. T. A. Hoffmann, e a Biblioteca Azul colocará nas livrarias “A Ilha”, de Aldous Huxley.

Também teremos ao longo do ano alguns clássicos da não ficção e alguma nova não ficção sobre os clássicos. Enquadram-se no primeiro caso os livros da Boitempo: “Escritos Sobre Brecht”, de Walter Benjamin, e dois volumes de Karl Marx, “Os Despossuídos: Debates Sobre a Lei Referente ao Furto de Madeira” e “O Capital: Crítica da Economia Política. Livro 3: O Processo Global da Produção Capitalista”. Já para o segundo, a Faro Editorial investirá em “Para Amar Clarice”, de Emília do Amaral, e “Para Amar Graciliano”, de Ivan Marques, integrantes de uma série que pretende mostrar ao leitor como descobrir e apreciar os aspectos mais revolucionários de grandes autores nacionais.

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Sobre o autor

Rodrigo Casarin é jornalista pós-graduado em Jornalismo Literário. Vive em São Paulo, em meio às estantes com as obras que já leu e às pilhas com os livros dos quais ainda não passou da página 5.

Sobre o blog

O blog Página Cinco fala de livros. Dos clássicos aos últimos sucessos comerciais, dos impressos aos e-books, das obras com letras miúdas, quase ilegíveis, aos balões das histórias em quadrinhos.

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