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Mesmo que mortos, antepassados influenciam as atitudes e escolhas de todas as pessoas, afirma guru Prem Baba

Rodrigo Casarin

Não é raro que Sri Prem Baba arraste milhares de discípulos para suas palestras, workshops e retiros que prometem ajudar cada um a seguir os caminhos do chamado autoconhecimento. Estudioso da Psicologia e da Yoga, o guru é um líder humanitário, mestre espiritual e fundador do movimento global Awaken Love, que busca elevar os valores humanos para despertar uma certa consciência amorosa. E Baba também aposta em livros para difundir o seu conhecimento. O último que lançou foi “Propósito – A Coragem de Ser Quem Somos”, publicado pela Sextante, que há algumas semanas vem aparecendo em listas de mais vendidos.

Na obra, o guru foca na maneira em que o amor pode ser influente no rumo da vida das pessoas e em como a sociedade se estrutura. Além disso, dedica boa parte do livro para falar sobre como, a seu ver, os antepassados influenciam na vida de cada indivíduo. A relação principalmente espiritual com pais e avós seria diretamente responsável pela realidade na qual os cidadãos se encontram, impactando inclusive no modo que lidam com o trabalho e o dinheiro e nos dons e talentos que despertam ao longo da vida. Achei a ideia curiosa e procurei Baba para que ele se aprofundasse um pouco na própria teoria:

“Nós humanos, enquanto seres em evolução, carregamos em nosso sistema (corpo, mente, espírito) marcas ou impressões geradas por nossos pensamentos, palavras e ações. Nossa memória celular está impregnada de registros do passado que dão origem ao que, no momento presente, se manifesta em nossas vidas. Esses registros se traduzem em heranças, positivas ou negativas, que constituem o que podemos chamar de karma ou história pessoal. Nossos familiares e antepassados são os personagens dessa história e, portanto, representam parte fundamental na formação da nossa estrutura física e psíquica. Isso quer dizer que, mesmo não estando fisicamente presentes, nossos antepassados estão constantemente influenciando nossas atitudes e escolhas. Assim como uma semente carrega em si determinadas informações que se traduzem em potenciais ou limitações para o seu desenvolvimento, o ser humano também carrega predisposições que determinam a forma como ele se moverá no mundo”, explica o guru.

Segundo Baba, é possível também dizer que o bem-estar das pessoas está intimamente ligado à forma como cada um se relaciona com o pretérito. “Se ainda carregamos mágoas e ressentimentos; se ainda alimentamos pactos de vingança ou se não aceitamos determinados aspectos do nosso passado, inevitavelmente seremos lançados ao sofrimento. Toda repetição negativa que se manifesta em nossas vidas, quer seja na forma de uma doença ou de um fracasso, é sintoma de uma contaminação; é sinônimo de pontos de ódio no sistema”.

Para que isso seja evitado, recomenda um trabalho de “purificação interna”, caso contrário a saúde física, emocional, mental e espiritual fatalmente será comprometida. “Purificação é sinônimo de cura. É o nome que dou para o processo de integração das partes da nossa personalidade com as quais não fomos capazes de chegar num acordo. Tal processo envolve uma profunda transformação interna, pois ele possibilita que nos libertemos de condicionamentos e crenças limitantes que, até então, determinavam a maneira como nos movíamos no mundo”.

Por fim, Baba orienta que as pessoas devem buscar a harmonia com o passado e procurar o autoconhecimento para que deixem de sofrer esse tipo de influência. “A cura só é possível através da compreensão e do perdão. Então, quando evoluímos no processo de purificação e nos tornamos capazes de perdoar e agradecer a todos os membros da nossa constelação familiar, estamos prontos para transitar da consciência humana para a consciência divina. Em outras palavras, nos libertamos do passado. Mas isso, porém, não significa que deixamos de honrar nossas raízes, muito pelo contrário! Nós aceitamos e ressignificamos aquilo que, antes, era visto como negativo e, assim, transformamos o veneno em néctar”.

Sobre o autor

Rodrigo Casarin é jornalista pós-graduado em Jornalismo Literário. Vive em São Paulo, em meio às estantes com as obras que já leu e às pilhas com os livros dos quais ainda não passou da página 5.

Sobre o blog

O blog Página Cinco fala de livros. Dos clássicos aos últimos sucessos comerciais, dos impressos aos e-books, das obras com letras miúdas, quase ilegíveis, aos balões das histórias em quadrinhos.

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