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William Douglas: o juiz federal que já vendeu mais de 1 milhão de livros

Rodrigo Casarin

13/04/2016 14h24

Douglas Willians

É comum, ao se olhar para qualquer lista de livros mais vendidos, deparar-se com o nome de um certo William Douglas. Há algumas semanas, por exemplo, três de sua sobras estavam nas relações do Publishnews: “A Última Carta do Tenente”, “As 25 Leis Bíblicas Para o Sucesso” e “Formigas”, sendo que os dois últimos permanecem dentre os best-sellers de negócios e autoajuda, respectivamente. Mas quem é esse autor, afinal?

capa 25 leis biblicas_250mil.inddDouglas é um juiz, titular da 4ª Vara Federal de Niterói, no Rio de Janeiro, que já vendeu mais de um milhão de exemplares de seus livros técnicos, normalmente voltados àqueles que desejam passar em concursos e iniciar uma carreira pública. Ao ser questionado o que o levou a escrever seus 31 títulos até aqui, diz que foi o desejo de compartilhar o que aprendeu. “Muitas pessoas me perguntavam sobre como ter sucesso em concursos, como juiz, como empreendedor, e o livro foi a forma mais eficiente de eu passar a quantidade enorme de informações e aprendizado que fui obtendo”.

Segundo o autor, o segredo para emplacar seguidamente obras nas listas dos mais vendidos está relatado em sua própria produção, principalmente em “As 25 Leis Bíblicas para o Sucesso”. “Ele fala muito sobre estratégia, técnicas, negociação, relações humanas, empreendedorismo… O que eu e meu coautor, Rubens Teixeira, fizemos foi sistematizar todo esse conhecimento em um livro laico e direto, que não fala em religião mas em sucesso”. Para exemplificar de onde tira modelos para que os humanos alcancem o sucesso, cita o “Formigas”, no qual relata o que esses animais têm a ensinar às pessoas. “Eles são a sociedade mais bem sucedida da Terra”, garante o autor.

ultima carta“A Última Carta do Tenente” é uma exceção em sua obra. Lançado em 2011 pela Impetus, agora retorna às livrarias pela Planeta. Trata-se de uma ficção que Douglas criou após acordar durante a madrugada com a sensação de que estava prestes a morrer. “Naquele momento senti a necessidade de escrever para meus filhos o que eu acho mais importante na vida. Quando comecei a pensar nisso, vi que daria um livro de mais de mil páginas… e achei que deveria reduzir ao máximo seu tamanho. A solução foi pensar em uma situação onde eu teria apenas 12 horas para escrever, o que me obrigaria a ser direto e ir apenas ao essencial”, explica. Dessa forma nasceu uma história, uma espécie de carta de despedida, na qual o autor procura transmitir aos seus rebentos tudo o que eles “precisariam saber” sobre a existência.

Moro e Lava-Jato

Como não poderia deixar de ser por conta do cargo que ocupa, Douglas também dá seu parecer sobre o momento político do Brasil. “O país está vivendo um momento extremamente especial, onde nossa sociedade vai precisar decidir se queremos continuar a ser o país do jeitinho, da malandragem e da corrupção, onde é cultural a aceitação de que uma pessoa explore as demais na medida de sua esperteza e possibilidades. Essa cultura começa no furar a fila e no atestado médico falso, e isso vai até as grandes corporações e os políticos. Basta olhar o país para ver que esse modelo não dá certo”, diz.

formigasAinda nesse universo, comenta a atuação do juiz Sérgio Moro e sua Operação Lava-Jato. “A operação é uma oportunidade e está sendo muito bem conduzida pela Polícia, Ministério Público Federal e Judiciário. Se vier a errar, há todo um sistema de recursos que garante a revisão das decisões. A questão é que atualmente as pessoas preferem atacar os juízes e a investigação em vez de responder sobre os fatos que estão sendo apurados. Quanto ao meu colega Sérgio Moro, admiro sua coragem, persistência e o quanto tem sido técnico, e bem sei o quanto está sofrendo de pressão, perseguição e ataques justamente por estar cumprindo seu dever de conduzir o processo e atender o que vem sendo trazido pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal. O que mais me anima é que as investigações continuem e se aprofundem, não só na Vara em Curitiba mas também em todo o país, alcançando todos os corruptos, de todos os partidos, e que a população compreenda que estamos diante de uma encruzilhada onde vamos decidir se queremos um país com cultura diferente”.

Sobre o autor

Rodrigo Casarin é jornalista pós-graduado em Jornalismo Literário. Vive em São Paulo, em meio às estantes com as obras que já leu e às pilhas com os livros dos quais ainda não passou da página 5.

Sobre o blog

O blog Página Cinco fala de livros. Dos clássicos aos últimos sucessos comerciais, dos impressos aos e-books, das obras com letras miúdas, quase ilegíveis, aos balões das histórias em quadrinhos.

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